29 de Julho, 2024

Desde os tempos antigos, a Itália sempre exerceu um fascínio especial sobre pessoas de todo o mundo. Durante o Renascimento, estudantes e artistas viajavam de várias partes da Europa para estudar em cidades como Florença e Roma, atraídos pela riqueza cultural e intelectual do país. Ainda hoje, morar na Itália continua a ser algo muito cobiçado, graças a sua qualidade de vida elevada, paisagens deslumbrantes e uma gastronomia incomparável.
Embora no passado fosse difícil realizar o sonho de mudar para a Itália devido a uma série de limitações, hoje, com crescente conexão global e modernização dos transportes e comunicações, esse desejo se tornou muito mais acessível. Além disso, atualmente, existem vistos específicos que possibilitam a realização desse sonho de maneira legal, mesmo para aqueles que não têm cidadania italiana.
Neste artigo, vamos contar como é viver na Itália, reunindo informações valiosas sobre como morar legalmente no país da bota, seja com cidadania europeia ou com um visto de residência. Trazemos, também, o depoimento de quem já teve essa experiência.
Concretizar seu objectivo de morar na europa ou ter cidadania europeia, pode ser mais simples do que você pensa. Oferecemos suporte personalizado para tornar o processo de imigração mais acessível e descomplicado.
Estamos sempre a repetir: não vá para a Itália sem cidadania italiana ou um visto de residência apropriado. Veja aqui como viver legalmente no país.
Se você possui cidadania de algum outro país da Europa, viver na Itália é relativamente simples. Não é necessário visto para residir no país. Se planeja ficar por mais de 90 dias, deverá se registrar na “Comune” (município) onde pretende residir. Isso é feito no “Ufficio Anagrafe” (Escritório de Registro Civil).
Documentos Necessários:
Certificado de Residência: Após o registro, você receberá um “Certificato di Residenza” (Certificado de Residência), que confirma sua residência legal na Itália.
Código Fiscal (Codice Fiscale): É recomendável obter um “Codice Fiscale“, que é um número de identificação fiscal necessário para várias atividades, como abrir uma conta bancária, alugar um imóvel, etc. Você pode solicitar este código na “Agenzia delle Entrate” (Agência Tributária).
Como cidadão da UE, você terá o direito de trabalhar e estudar na Itália sem a necessidade de autorizações adicionais.
Para aqueles que não possuem cidadania italiana ou outra da União Europeia, é necessário obter um visto de residência. Existem vários tipos de visto, incluindo vistos de trabalho, visto de estudo e visto de reunião familiar. O processo pode ser complexo e requer a apresentação de documentos específicos, prova de renda, alojamento e, em alguns casos, uma oferta de emprego.
Entre os vistos disponíveis na Itália, o mais popular é o visto para nômade digital na Itália, cujas regras mais importantes são:
Outro visto que tem se popularizado é aquele voltado para portadores de rendas passivas, como é o caso dos aposentados. Ele é chamado de “Visto per residenza elettiva” (categoria D). Vale ressaltar que a Itália foi considerada 11º país para viver como aposentados em 2024, segundo a International Living.
Suas principais regras são:
O Permesso di Soggiorno é um documento de autorização de residência para estrangeiros que desejam a permanecer na Itália por um período prolongado. Após chegar ao país com um visto, é necessário solicitar este documento para morar legalmente. Enquanto o visto permite a entrada, o Permesso di Soggiorno permite a permanência prolongada no país, essencial para estudar, trabalhar ou residir na Itália.
Para solicitar o Permesso di Soggiorno você deverá ir a uma agência dos correios italianos (Poste Italiane) e solicitar o “kit giallo” (kit amarelo). Preencha o formulário do kit e entregue juntamente com os seguintes documentos:
A validade do Permesso di Soggiorno depende do tipo de visto. Para a validade de um ano o custo é de €70,46 e seu prazo de emissão é de 1 a 3 meses. O recibo do requerimento serve como comprovação de estadia legal.
Leia também: Top 5 Cidades Baratas para Morar na Itália
Sabia que existem cidades na Itália que pagam para vocês morarem nela? Parece mentira, mas é verdade. Isso acontece porque o governo italiano quer atrair novos residentes, especialmente em áreas menos povoadas e em declínio demográfico, e revitalizar economicamente estas regiões. Estima-se que o país tenha 6 mil vilarejos abandonados. Entretanto, tenha atenção a alguns detalhes importantes pois geralmente existe uma contrapartida.
Em primeiro lugar, irão exigir que se estabeleça por um período pré-definido, que geralmente é de pelo menos um ano, mas pode ser superior. Depois, observe que em muitos casos, você terá que empreender (abrir um negócio) na cidade em questão para movimentar a economia local. Não é permitido adquirir imóveis sob este programa para transformar em casa para aluguel por temporada. Por fim, o candidato deverá ter permissão de residência: cidadania italiana ou outra europeia.
As inscrições para os benefícios oferecidos pelo governo italiano estão sempre a abrir (e encerrar) em diferentes áreas.
Principais incentivos oferecidos incluem:
Onde buscar esses incentivos:
A Itália tem aproximadamente 60 milhões de habitantes, distribuídos em um território de 302 mil km². As cidades mais populosas incluem Roma, Milão, Nápoles e Turim. O país é dividido em 20 regiões (divididas em 5 grupos) e 107 províncias. Cada região tem suas próprias características culturais e administrativas.
De acordo com os dados mais recentes do Eurostat, a idade média dos habitantes é de cerca de 48 anos: é o país mais envelhecido da União Europeia. Um em cada quatro residentes tem mais de 65 anos.
O clima na Itália varia bastante de norte a sul. No norte, o clima é temperado, com invernos frios e verões quentes. No centro, incluindo Roma, o clima é mediterrâneo, com verões quentes e secos e invernos amenos e chuvosos. No sul e nas ilhas, como Sicília e Sardenha, o clima é mais quente e seco, ideal para quem prefere temperaturas elevadas durante todo o ano. Nas regiões alpinas, o clima é alpino, com verões frescos e invernos rigorosamente frios e nevados.
A Itália é uma república parlamentarista. O presidente é o chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro é o chefe de governo. O país possui um sistema legislativo bicameral, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. A divisão administrativa inclui regiões, províncias e municípios, cada um com diferentes níveis de autonomia.
A religião predominante na Itália é o Cristianismo, com 70% da população se identificando como católica, segundo o ISTAT. O país abriga o Vaticano, a sede da Igreja Católica, tornando-se um importante centro de peregrinação religiosa.
Há também minorias de outras religiões, incluindo protestantes, judeus e muçulmanos.
A economia italiana é uma das maiores da Europa, com um PIB diversificado. O PIB per capita da Itália, de 34 400 EUR, está muito próximo da média da UE (35 500 EUR). Representa 12,3 % do PIB total da UE.
Os setores mais importantes incluem manufatura, moda, automotivo, turismo e agricultura. A Itália é famosa por suas marcas de luxo e produtos de alta qualidade, como carros esportivos, roupas e alimentos gourmet.
O italiano é o idioma oficial da Itália, falado por toda a população. Existem também dialetos regionais, que variam consideravelmente em diferentes partes do país. Um dialeto é uma variante regional da língua, muitas vezes com diferenças significativas de vocabulário, gramática e pronúncia em relação ao italiano padrão. Há cerca de 34 grupos dialetais principais no país, refletindo uma diversidade linguística impressionante. Dialetos notáveis incluem o lombardo no norte, o toscano no centro (base do italiano padrão), e o siciliano e napolitano no sul. Cada região tem suas próprias particularidades, como o venetiano em Veneza e o calabrês na Calábria. Para morar na Itália, não é necessário aprender um dialeto, mas conhecê-los pode enriquecer a experiência cultural e facilitar a comunicação local.

Conversamos com o publicitário e empresário ítalo-brasileiro Felipe Havok, de 39 anos, sobre sua experiência vivendo por quatro anos em Florença, na Itália. Foi na virada de 2016 para 2017, que ele resolveu explorar sua ancestralidade e mergulhar na gastronomia italiana na Toscana, motivado por uma paixão de infância pela culinária e vinhos da região. Ele admite que enfrentou desafios significativos com a burocracia italiana para conseguir obter sua cidadania italiana e reconheceu que o apoio especializado poderia ter facilitado sua experiência. Após seu regresso ao Brasil, motivado pela pandemia de Covid-19, Felipe aproveitou os conhecimentos adquiridos para criar um portal especializado em gastronomia, o Muito Gourmet. Felipe Havok compartilhou conosco sua experiência, motivações e desafios nesses 4 anos que esteve vivendo em solo italiano.
Como foi o processo de adaptação à cultura italiana?
As diferenças culturais são notáveis, desde costumes simples, como o hábito que algumas pequenas cidades têm de pendurar as roupas na janela, até os mais complexos como a ausência de carnaval, por exemplo, foi um choque cultural para um soteropolitano de coração! Mas com humor e abertura, adaptei-me bem ao estilo de vida italiano.
Quais as maiores dificuldades e momentos mais felizes?
O primeiro inverno foi brutal, com temperaturas chegando a -6°C, um choque para quem vem do clima tropical. Mas os momentos felizes abundaram, cada vinícola e cantina visitada, cada museu e os amigos que fiz enriqueceram minha vida de maneiras que ficarão comigo para sempre.
Como era a vida diária na Itália?
Dividi um apartamento em Firenze com um local, que se tornou um grande amigo para vida, o que me permitiu viver como um local por cerca de 450 euros mensais, incluindo todas as despesas. A vida cotidiana envolvia muita exploração culinária, o que para um amante da gastronomia, é um verdadeiro paraíso.
Como é a relação dos italianos com os estrangeiros?
Em geral, os italianos do sul são mais calorosos, mas minha experiência em Florença, no centro-norte, foi extremamente positiva. Fui acolhido de braços abertos, o que facilitou muito a adaptação e a criação de laços.
Quais são suas principais dicas para quem está pensando em se mudar para a Itália?
Definitivamente, buscar ajuda especializada para lidar com a burocracia. Isso pode suavizar muitos dos desafios iniciais e tornar a transição para a vida italiana muito mais tranquila e segura.
Qual é a sua mensagem para quem está sonhando em viver na Itália?
A vida na Itália pode não ser um conto de fadas todos os dias, mas é certamente um dos lugares mais encantadores para se viver. Se você sonha com isso, vale cada esforço para tornar esse sonho realidade. A beleza, a cultura e a culinária são inigualáveis e proporcionam uma experiência de vida profundamente rica e gratificante.
Com certeza! A Itália é conhecida por sua diversidade cultural e geográfica. Com uma história que remonta ao Império Romano, o país é um verdadeiro museu a céu aberto, repleto de monumentos históricos, obras de arte e uma arquitetura impressionante. Essa será uma experiência memorável, ainda que seja uma fase temporária, como o caso relatado acima. Além do mais, a gastronomia italiana é incrível, com suas massas, queijos e vinhos espetaculares.
Outro aspecto curioso é a importância dada à família dentro da sociedade italiana, que a vê como um pilar fundamental. Esse pequeno detalhe tem um impacto curioso sobre o modo de vida no país. Eles também valorizam o tempo livre, as relações sociais e a qualidade de vida.
Essa é a dolce vita dos teus sonhos? Então fale com a Atlantic Bridge! Te ajudamos a buscar sua cidadania italiana.
Autor:
Silvia Resende