31 de Julho, 2024

Morar na Itália, ainda que por um período curto, é uma experiência que irá te marcar para sempre. Entre tantos destinos a escolher no mundo, o país da bota se destaca. As imagens da Itália que vemos em cartões postais são de tirar o fôlecio: o Coliseu imponente, as gondolas de Veneza, as paisagens bucólicas da Toscana. Mas a vida na Itália vai muito além desses cenários idílicos. Neste artigo, vamos desvendar as principais razões para mudar para a Itália em 2024.
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Falou Itália, penso em comida. Pudera…! Segundo o site especializado em gastronomia mundial Taste Atlas, a Itália é o destino número 1 no mundo quando se fala em comer bem. Está à frente, inclusive, da gastronomia portuguesa, da qual já falamos tantas vezes a respeito… A culinária italiana é mundialmente famosa, e viver na Itália significa ter acesso a pratos e deliciosos diariamente. De pizzas e massas a gelatos e vinhos, a diversidade e a qualidade dos alimentos são incomparáveis.
Entre os pratos italianos mais bem avaliados pelo site podemos mencionar a Pizza Napolitana, o Risotto da Lombardia, o Tagliatelle al Ragù alla Bolognese, a Pasta à Carbonara Romana, sem falar nos ravioles, gnocchis, Tiramisùs e Bruschetas.
A Itália também ocupa os três lugares do pódio quando se trata dos melhores queijos do mundo: Parmigiano Reggiano, Mozzarella di Bufala Campana e Stracchino di Crescensa. Poderíamos seguir com a lista incluindo a Burrata, ou simplesmente partindo para os vinhos que acompanhariam essas delícias, uma vez que, sim, a Itália também oferece vinhos incríveis, mas o assunto está a abrir o apetite, portanto, vamos ao próximo motivo da nossa lista.

É verdade que algumas das principais cidades da Itália têm um custo de vida elevado, como é o caso de Milão ou Roma. Mas existem no país muitas cidades menores que oferecem uma excelente qualidade de vida a preços mais acessíveis. Já listamos em um artigo anterior as 5 cidades boas e baratas para se viver na Itália. Na lista, figuram cidades incríveis como Bari, Palermo, Pescara, Beluno e Perugia. Desse modo, morar na Itália pode ser mais econômico do que em muitas outras nações europeias, especialmente quando se considera o custo-benefício em termos de qualidade de vida.
Com quanto de vive na Itália? Segundo o Numbeo, um site que fornece comparações e dados sobre o custo de vida em várias cidades e países, é possível viver sozinho na Itália com um orçamento de 1.700€. Esse valor cobre o aluguel de um apartamento de um quarto no centro da cidade, além das despesas com alimentação, transporte e vestuário. Comparando Milão (a cidade mais cara da Itália) com Lisboa (a mais cara de Portugal), morar em Lisboa é 25% mais barato do que em Milão. No entanto, na comparação com Paris, a vida em Milão é 13% mais econômica.
Outra boa razão para querer mudar para a Itália é o seu sistema público de saúde, o Servizio Sanitario Nazionale (SSN), considerado o 17º melhor sistema de saúde do mundo em 2023. Embora de alta qualidade, há disparidades no atendimento, pois é administrado regionalmente. O norte do país oferece melhor acesso e qualidade em comparação com o sul.
Sobre esse tópico vale ressaltar que o sistema não é completamente gratuito: os usuários pagam taxas baseadas na renda (ISEE), com isenção para pessoas com menor condição financeira. As visitas ao médico de família são gratuitas, mas exames e consultas com especialistas exigem o pagamento de “tickets”. Cidadãos italianos, europeus e residentes legais podem se inscrever no SSN, enquanto turistas e imigrantes ilegais têm acesso limitado a serviços básicos. Além disso, alguns medicamentos são comparticipados pelo governo.

Você nem precisa comprar uma estilosa e tradicional moto Vespa para se deslocar pela Itália. O país possui um sistema de transporte público bem desenvolvido, incluindo os famosos trens de alta velocidade que conectam as principais cidades do país. Isso facilita a locomoção tanto para o trabalho quanto para explorar as belezas locais.
Os ônibus urbanos italianos conectam áreas periféricas aos centros das grandes cidades, mas não costumam circular nos centros históricos. Adicionalmente, há linhas de metrô nas cidades de Milão (96,8 km), Roma (59,4 km), Nápoles (30,8 km), Turim (15,1 km), Bréscia (13,7 km), Catânia (8,8 km) e Gênova (7,1 km). O custo da passagem de metro varia. Em Roma uma passagem de 1 viagem custa 1,50€, já em Milão custa 2€. Além de ônibus e metro, há também os bondes, que são populares em cidades como Milão, Roma e Veneza, sendo uma opção charmosa e econômica para deslocamentos mais curtos.
Já os trens de alta velocidade na Itália, operados pela Trenitalia (Frecciarossa) e Italo, conectam as principais cidades, como Roma, Milão, Nápoles, Florença, Turim, Veneza e Bolonha. Eles oferecem viagens rápidas e confortáveis, com tempos de deslocamento exemplares como Roma-Milão em aproximadamente 3 horas (e custos entre 70€ e 130€), Roma-Florença em cerca de 1,5 horas (com preços entre 30€ e 60€) e Milão-Nápoles em aproximadamente 4,5 horas (entre 65€ e 140€). Esses trens são preferidos por sua eficiência, pontualidade e conveniência, sendo uma alternativa prática ao transporte aéreo devido às estações centrais e a ausência de necessidade de deslocamento para aeroportos.
Todos sabemos que a Itália é um museu a céu aberto, repleto de sítios históricos, arte e arquitetura. Basta dizer que o país possui o maior número de sítios considerados Patrimônio Mundial da UNESCO, refletindo a extraordinária diversidade e valor de seus tesouros culturais. Isso inclui grandes cidades e pequenas aldeias medievais, passando por paisagens rurais e sítios arqueológicos como a inacreditável Pompeia, que oferece um olhar reflexivo sobre a vida cotidiana na Roma antiga antes da erupção do Monte Vesúvio.
A Itália exerceu uma influência cultural duradoura além de suas fronteiras, tendo moldado a arte, a arquitetura, a música, a literatura e a gastronomia em todo o mundo. O Renascimento italiano, em particular, foi um período de inovação e criatividade que deixou um importante legado na civilização ocidental. A língua italiana, a música clássica de compositores como Vivaldi e Verdi, e o cinema de mestres como Federico Fellini continuam a encantar e inspirar gerações. Em síntese, um destino onde respira-se arte por todo lado…
O clima é outra razão para mudar para a Itália, oferecendo uma variedade que atende a diferentes gostos. Devido à sua geografia diversificada, o país apresenta desde invernos rigorosos com neve nos Alpes e Apeninos, ideais para esportes de inverno, até verões quentes e ensolarados no sul e nas regiões costeiras, perfeitos para aproveitar as praias mediterrâneas. Essa diversidade climática atrai tanto turistas quanto residentes, proporcionando um ambiente de vida e trabalho agradável em qualquer estação do ano.
Dos filmes de Hollywood sobre a máfia italiana aos vídeos viralizados sobre “pickpockets” nas redes sociais. Tudo nos leva a perguntar:
A Itália é um país seguro???
A verdade é que, apesar de um aumento na criminalidade nos últimos três anos, a Itália ainda é considerada um país bastante seguro. Mesmo com a presença de pequenos furtos, especialmente contra turistas, a taxa de crimes violentos na Itália é relativamente baixa em comparação com outros países europeus, sendo o país considerado significativamente mais seguro que o Brasil.
Em 2023, ocupava a 34ª posição no ranking global de segurança segundo o Global Peace Index. E embora não esteja entre os 10 países mais seguros da Europa (está na 24ª posição no ranking europeu de segurança), registra uma das menores taxas de homicídios na União Europeia. São 0,6 homicídios por 100 mil habitantes, comparado a 0,9 na Alemanha, 1,2 no Reino Unido e 1,4 na França. Em termos de roubos, a Itália apresenta índices menores do que países como Inglaterra, Portugal, França e Bélgica.
Como acontece em outros países europeus, na Itália, os crimes mais comuns costumam ocorrer em cidades mais turísticas como Milão e Roma, e incluem:

A Itália oferece um ambiente atrativo para empreendedores por uma série de motivos, tais quais:
Existem diversos modelos empresariais disponíveis, adaptáveis a diferentes necessidades e estruturas de negócios. É o caso da Società a Responsabilità Limitata (SRL) e a Società per Azioni (SPA).
Para iniciar um negócio na Itália, entretanto, é necessário registrar a empresa no Registro delle Imprese, obter um código fiscal italiano (Partita IVA), e realizar os devidos registros fiscais e tributários. O processo é relativamente acessível e oferece um ambiente regulatório estável para empreendedores.
De acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), o país conta atualmente com aproximadamente 5,4 milhões de residentes estrangeiros, representando cerca de 9% da população total. Esta diversidade é composta por profissionais, estudantes, empreendedores e aposentados, vindos de várias regiões, incluindo Europa, América do Norte, África e Ásia.
Os estrangeiros presentes na Itália estão concentrados principalmente nas regiões da Lombardia, do Lazio, da Emilia-Romagna e do Vêneto.
A presença de uma comunidade internacional significativa resulta em uma rica troca cultural e em uma ampla oferta de serviços adaptados às necessidades dos estrangeiros, desde escolas internacionais até eventos e organizações sociais que ajudam na integração dos expatriados à vida italiana. Essa convivência multicultural é que torna a experiência de mudar para a Itália ainda mais positiva.
O governo italiano tem implementado uma série de incentivos para atrair novos residentes e revitalizar áreas menos povoadas do país. Entre os programas mais notáveis estão os projetos de repovoamento, que oferecem casas a preços simbólicos, a partir de 1 euro, em vilarejos históricos que sofrem com a diminuição da população. Além disso, algumas regiões oferecem subsídios financeiros e benefícios fiscais para quem decide se mudar e investir nesses locais, visando revitalizar a economia local.
Além dos programas de repovoamento, a Itália também tem facilitado o acesso a vistos de residência para estrangeiros de fora da União Europeia. Especialmente para investidores, profissionais qualificados e aposentados. O visto de investidor (“ingresso e soggiorno per investitori“), por exemplo, é voltado para aqueles que desejam investir em negócios italianos ou realizar doações filantrópicas. Já o visto para aposentados, chamado de “Visto per residenza elettiva” é direcionado a portadores de rendas passivas e estáveis que podem comprovar ganhos suficientes para se manter no país sem necessidade trabalhar.
Viver na Itália oferece uma combinação única de alta qualidade de vida, rica cultura e história, oportunidades econômicas e belezas naturais. Com tantas vantagens, não é surpresa que cada vez mais pessoas considerem a Itália como um destino ideal para uma nova vida. Se você está pensando em mudar de país em 2024, a Itália certamente merece estar no topo da sua lista. E para tornar essa jornada segura e descomplicada, conte com o apoio da Atlantic Bridge, especialista em cidadanias e vistos europeus. Clique aqui e peça para falar com um de nossos consultores.
Autor:
Silvia Resende